Nesta semana, estamos celebrando o Dia Mundial da Atividade Física e o Dia Nacional da Mobilização pela Promoção da Saúde e Qualidade de Vida…
E, como eu sei que, para muitas de nós, mulheres 40+, especialmente as que vivem fora do Brasil, manter uma rotina de exercícios às vezes se torna uma “missão impossível” diante de toda correria, da falta de tempo e até mesmo do clima bem diferente, não poderia deixar essas datas passarem sem trazê-las para refletirmos juntas neste nosso espaço.
Se você também sente dores articulares, cansaço extremo e dificuldade para dormir, sabia que a prática regular de algum tipo de movimento físico pode aliviar esses sintomas, equilibrar os seus hormônios, contribuir na gestão das suas emoções e melhorar consideravelmente a sua saúde como um todo.
A verdade é que, depois dos 40, nós, mulheres, entramos em uma fase conhecida como “perimenopausa”, “pré-menopausa”ou “climatério”… mas que, como ginecologista integrativa, prefiro chamar de “transição menopausal”.
E é exatamente neste período da vida que muitas mudanças começam a acontecer no nosso corpo, como a diminuição da massa muscular, o metabolismo que desacelera e a energia que passa a oscilar com mais frequência, entre outras coisas.
E por mais que possa parecer desanimador escutar (ou ler) isso, saiba que, como médica e como mentora de mulheres 40+, um dos “medicamentos” mais poderosos, de fácil acesso e eficaz que eu prescrevo é: MOVIMENTE-SE.
Somente quando você traz de volta a atividade física para dentro da sua rotina, respeitando sempre o seu momento e ritmo, é que o seu corpo consegue compensar todas essas perdas, reequilibrar os hormônios e recuperar o controle da sua saúde.
É por isso que o “movimento com prazer” é uma das decisões mais inteligentes e seguras que você pode tomar por você mesma, podendo começar a qualquer momento, inclusive hoje, independentemente do país em que vive. E, se a única coisa que te impede agora é entender como e por onde começar, vou deixar 6 passos que sempre indico para as minha mentoreadas:
- Escolha algo que te agrade:
Caminhar no parque, dançar em casa, praticar pilates, correr no condomínio ou no bairro, colocar um treino no Youtube para fazer na sua sala, nada importa mais do que o fato de você escolher uma atividade que realmente gosta, pois é isso que vai te ajudar a fazer por prazer, e não por obrigação.
- Comece devagar e aumente gradualmente:
Não se imponha o fardo de começar “grande” para depois não correr o risco de não ter mais forças para se manter. Neste (re)começo, 10 minutos por dia já irão fazer uma imensa diferença na sua saúde. Além disso, busque escutar o seu corpo: ele é o seu melhor e mais potente indicador, e é o que vai te ajudar a não ficar comparando o seu ritmo e evolução com o de outras pessoas.
- Aproveite a natureza local:
Mesmo se você mora em um país que tem mais períodos frios do que amenos, como acontece aqui em Vancouver (CA), não deixe de se permitir praticar algumas atividades em parques, trilhas e praias. O contato com a natureza e com o ar livre melhora o humor e a produção de vitamina D. Além disso, estar em contato, mesmo que apenas visual, com outras pessoas é um exercício de convivência extremamente reconfortante.
- Convide amigas ou familiares:
Ter companhia sempre motiva e torna a prática mais divertida e leve. Se na sua casa ninguém puder te acompanhar, procure grupos de brasileiras ou até mesmo academias com aulas em português.
- Integre mente e corpo:
Atividades como yoga, tai chi chuan ou alongamento consciente ajudam a equilibrar hormônios e diminuir a ansiedade. Se você conseguir unir esse tipo de cuidado, beneficiará ainda mais o seu controle de emoções.
- Busque orientação profissional:
Descobrir os melhores tipos de atividades para cada fase da sua vida, de acordo com o seu histórico de saúde, hábitos e estilo de vida no país em que vive, pode te ajudar a reduzir sintomas específicos e alcançar resultados mais rápidos e sustentáveis. Por isso, é tão importante buscar por um acompanhamento individualizado e que te enxergue de forma integral.
Se você sente que o seu corpo está pedindo movimento, mas ainda está insegura para dar esse primeiro passo, não se sinta “sozinha” e “perdida” no meio do caminho. No Programa SobreViver a Menopausa, esse acompanhamento individualizado e especializado em todas as áreas da sua vida e saúde é prioridade.
[👉DESCUBRA COMO O SVM TE AJUDA A RECUPERAR A SUA ENERGIA E SAÚDE]
Com carinho,
Dra. Swanie Passos
Ginecologista no Brasil – CRM 3132-SE
Programa SobreViver a Menopausa